Porto Velho/RO, 30 Novembro 2020 07:54:03

Solano Ferreira

coluna

Publicado: 12/11/2020 às 08h50min | Atualizado 12/11/2020 às 09h20min

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O apagão do Amapá e a fragilidade do abastecimento nacional

O apagão sofrido pelo estado do Amapá nos faz lembrar de Rondônia no período crítico que estendeu das décadas de 1980 até 2000,..

O apagão sofrido pelo estado do Amapá nos faz lembrar de Rondônia no período crítico que estendeu das décadas de 1980 até 2000, antes da Usina Hidrelétrica de Samuel entrar em operação total. O problema energético em Rondônia só teve fim agora com as grandes hidrelétricas do complexo do rio Madeira. Independente de onde ocorra o apagão, o problema demonstra a falta de investimentos ao logo do tempo no setor energético e a dificuldade que país encontra para realizar grandes investimentos de infraestrutura.

Sem energia elétrica de qualidade fica difícil qualquer projeção de desenvolvimento para um estado ou região. Tudo é movido pela força elétrica: saúde, educação, indústrias, comércios, enfim, o bem-estar, as tecnologias e as estruturas mecânicas dependem de energia para se mover. As perdas são enormes a ponto de valer qualquer esforço econômico e financeiro para resolver a demanda.

As soluções energéticas precisam ser rápidas, limpas e econômicas. O Brasil é privilegiado porque pode investir em diferentes matrizes de geração, quer seja, hídrica, solar, eólica, nuclear ou qualquer outra fonte pode ser bem instalada nos diferentes lugares desse imenso país. É preciso urgente planejamento nacional para tornar cada ponto energizado chegando nos mais distintos rincões. Tudo dentro dos eixos de urgência, sustentabilidade e economicidade.

O que não pode é permanecer no risco como o Amapá, que na noite de terça-feira, dia 3 de novembro, todo o estado ficou sem energia elétrica devido ao incêndio na subestação da empresa concessionária Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), controlada pela empresa espanhola Isolux, e foi totalmente destruído. Cerca de uma semana após, 70% da cobertura estadual já estaria reestabelecida, porém as perdas que ficaram para trás são imensas e despertam para a necessidade de mais investimentos públicos e privados no setor.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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