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Solano Ferreira

coluna

Publicado: 11/04/2019 às 08h18min

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O protesto e o transporte escolar

A mobilização de país e da comunidade do distrito de Extrema pelo imediato retorno do transporte escolar resultou no fechamento da..

A mobilização de país e da comunidade do distrito de Extrema pelo imediato retorno do transporte escolar resultou no fechamento da BR-364, desde a madrugada de quarta-feira (9), e promete permanecer até que chegue a solução. Em Extrema, o problema chegou ao extremo da paciência da comunidade que resolveu radicalizar. Bloquearam a rodovia interditando as rodagens entre Rondônia e Acre. O problema gerado em Extrema e outras localidades foram justificados como atraso nas contratações das empresas que oferecerem os serviços. Explicado, mas não justificado.

Uma licitação dessa envergadura pode atrasar mesmo, até porque existem muitas empresas interessadas, o serviço é qualificado, tem fonte de receita especifica do Ministério da Educação e precisa de um procedimento lícito e transparente. Talvez por isso tenha demorado para concluir o certame que definirá as empresas prestadoras dos serviços.

O programa Caminho da Escola, do Ministério da Educação, é muito cobiçado e tem gerado no país afora vários esquemas em grandes e pequenas prefeituras. Dinheiro certo e seguro nas contas dos municípios, o programa de transporte passa por constantes problemas na execução. Criado para renovar, padronizar e ampliar a frota de veículos escolares das redes municipais e estaduais, de educação básica pública, o programa é voltado a estudantes residentes, prioritariamente, em áreas rurais e ribeirinhas, com o oferecimento de ônibus, lanchas e bicicletas fabricados especialmente para o tráfego nestas regiões, sempre visando à segurança e à qualidade do transporte.

Acontece que o ‘jeitinho brasileiro’ levou as prefeituras deste grande Brasil a improvisarem de kombis velhas a caminhonetas sem freio, além de sucatas de ônibus que mais ficam nas ribanceiras do que nas estradas. Segurança deixou de ser critério e a tradicional vantagem na coisa pública ganhou força no negócio.

O rigoroso serviço de transportar crianças e adolescentes até as escolas pólos, que garante qualidade no ensino, passou a ser fonte de negócios ilícitos que colocam em risco a vida de estudantes. A qualidade vem sendo substituída pelos improvisos e colocar os filhos dentro de um veiculo desse passou a ser motivo de angústia para muitos pais. Acontece que muitos ainda são gratos achando que é o máximo possível, e não sabem que seus filhos deveriam estar a bordo de veículos bons, semi-novos, seguros e eficientes, pagos com dinheiro público que vem dos contribuintes, inclusive dos pais desses estudantes. Por isso as contratações devem ser minuciosamente fiscalizadas pelos órgãos de controle e pelo cidadão do bem.


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