porto velho - ro, 07 Julho 2019 11:21:45

Solano Ferreira

coluna

Publicado: 13/06/2019 às 10h08min

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Segundo semestre começa sem novas inseguranças

O primeiro semestre deste ano não será nada bom a economia brasileira. Foi um período turbulento para o mercado, com diversos tropeços..

O primeiro semestre deste ano não será nada bom a economia brasileira. Foi um período turbulento para o mercado, com diversos tropeços políticos e administrativos que causaram enorme desconfiança. Por conseqüência, nesse tipo de situação, os investidores retraem os investimentos, diminuem as ofertas de empregos e o poder de consumo despenca. Sem consumo não tem crescimento, e o sistema de engrenagens que move a economia gira com menor velocidade.

O caso de ataque de hackers que clonaram o número de celular de Sérgio Moro, quando juiz da Lava Jato, e supostas conversas divulgadas na última segunda-feira, mesmo que não chegue ao desfecho pior possível, já trouxe ainda mais insegurança ao País e, isso, deve render um principio de segundo semestre tenso e conturbado no mercado nacional e internacional.

A mudança de foco na pauta política atrasará ainda mais as reformas que eram esperadas como fatores que pudessem retomar a confiança e estimular novos investimentos. O Congresso Nacional caminhará num clima de divergência interna, já que algumas lideranças se manifestaram entre prós e contras, o que causa naturalmente insatisfações que podem gerar mudanças nos quadros de votações. O Governo precisará de muita habilidade e retomar alguns diálogos que estavam consolidados.

Novos ataques de hackers teriam ocorridos contra membros do Judiciário, parlamentares e outras autoridades. O burburinho é grande, o que leva o sistema para maior retração. Nada pior para o Brasil do que ter um meio ano estagnado e começar a outra metade com indícios de marcha lenta e mais complicações.

Além das situações políticas atrapalhadas ocorridas até aqui, as andanças do Presidente pelo mundo pouco rendeu para o mercado internacional. Talvez tenha causado mais limitações do que aberturas de portas, uma vez que, as visitas foram priorizadas aos aliados de pouca potencialidade de compra de produtos brasileiros.

Bom para o Brasil seria o inicio de um segundo semestre otimista, puxando a confiança para cima e estimulando novos negócios. Assim, o sistema econômico moveria em maior velocidade, o potencial de consumo aumentaria, os empregos cresceriam e o brasileiro teria momentos melhores. Esperamos que assim seja.


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