porto velho - ro, 18 Março 2019 12:04:52

Carlos Sperança

coluna

Publicado: 02/03/2019 às 11h18min | Atualizado 02/03/2019 às 11h20min

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Boatos e ameaças não são exercícios da livre expressão

Chega de terrorismo A transferência de líderes do PCC a Porto Velho trouxe no bagageiro o mesmo temor das demais cidades do interior..

Chega de terrorismo

A transferência de líderes do PCC a Porto Velho trouxe no bagageiro o mesmo temor das demais cidades do interior brasileiro com penitenciárias instaladas. Vieram com eles um mar de boatos e ameaças de ataques a órgãos públicos que configuram atos de terrorismo.

Venham de onde vierem, boatos e ameaças não são exercícios da livre expressão. Disseminar o medo e chantagear pessoas e instituições constituem afrontas à lei e à democracia.

Nas propagandas contrária e favorável à ainda incerta reforma da Previdência ocorrem excessos que se aproximam perigosamente do mar de ameaças que espalham medo. De um lado, com dramaticidade assustadora, governistas alegam que se a proposta do ministro Paulo Guedes não for aprovada o Brasil cairá na recessão já em 2020. De outro, os contrários espalham que a pobreza vai aumentar se a reforma for aprovada.

Como a proposta não será acolhida na íntegra pelo Congresso, a recessão seria fatal. Como o grosso da proposta será aprovado, a disparada no empobrecimento também seria inevitável.

Contra ou a favor, antes de dramatizar o melhor será debater serenamente. Caso contrário, não restará saída: haverá recessão e mais pobreza. A chave da cidade não será entregue ao Rei Momo, mas ao PCC.

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Obras paralisadas

Com a colaboração dos tribunais de contas nos estados, o Tribunal de Contas da União -TCU começa investigar as obras paralisadas nos estados Brasil afora. Em Rondônia, como em mutas paragens vai se descobrir muitas fraudes: empreiteiras que receberam dinheiro antecipadamente, fizeram alguma coisa para disfarçar e depois sumiram do mapa, diante da omissão de quem? Justamente dos órgãos de fiscalização…

Nossa economia

Não fossem os funcionários públicos estaduais, municipais e federais –são quase 60 mil – a economia de Porto Velho, castigada pelo desemprego desde a conclusão das usinas estaria num buraco negro. Sem vocação industrial, o comércio da capitial rondoniense vive do contracheque e tão cedo não terá uma outra opção. Para piorar padece com nova cheia do madeirão.

Falta reação

A esperada reação da economia com a mudança de governo ainda não aconteceu em alguns setores e a falta de postos de trabalho com carteira assinada é um flagelo na capital rondoniense. No entanto, a expectativa de melhoria no comércio é enorme a partir de março, quando a estação das chuvas – o  inverno amazônico tem sido rigoroso em todo estado.

Fora dos leilões

Rondônia ficou fora do cronograma de concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, previsto para acontecer durante março e abril pelo Ministério dos Transportes. Os estados do Sudeste e do Nordeste foram os mais beneficiados com os leilões visando concluir ou iniciar obras importantes de infraestrutura. Nesta fase também foram ignorados Amazonas e Acre.

Fortes pressões

O inicio de ano é marcado com fortes pressões sobre o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) e do governador do estado Marcos Rocha (PSL). Algumas justas, cobrando eficiência, mas boa parte desta movimentação que está ocorrendo nos bastidores é claramente de políticos e de empresários chantagistas buscando negócios escusos ou nomeações de apaniguados. Gravar, lembram de  Ivo?, é preciso.

Via Direta

*** Final de semana dos infernos em Porto Velho, com greve nos coletivos, alagações nos bairros, falta de segurança, caos na saúde *** Pelo menos o carnaval dos blocos serve para alegrar a população sofrida com as intempéries *** Não convidem a secretaria Ivonete Gomes e a vereadora Ada Dantas para a mesma mesa de tacacá *** Ada acredita que Ivonete é concorrente para vereança no ano que vem e como políticos são bichos territorialistas, esta descendo o porrete na adversária *** E tem mais secretários na mira dos vereadores.


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