porto velho - ro, 12 Novembro 2019 08:39:30

    CarlosSperança

    coluna

    Publicado: 12/11/2019 às 08h39min

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    Cerca de 870 municípios poderão desaparecer com Pacto Federativo

    Proteger o futuro Tudo passa e um dia o governo Bolsonaro também passará, não importa como cada polo tente defini-lo. Mas será..

    Proteger o futuro

    Tudo passa e um dia o governo Bolsonaro também passará, não importa como cada polo tente defini-lo. Mas será impossível não reconhecer que nunca antes na história deste país a Amazônia foi tão debatida, amada e defendida.

    Antes, máquinas criminosas de destruição agiam acobertadas pelo silêncio criado pela conciliação entre lideranças políticas trabalhistas e liberais. Os desafios urbanos dominavam a cena e os problemas florestais eram jogados debaixo do tapete do PIB aquecido com madeira, hidrelétricas e minérios. 

    O debate forte começou quando os produtores de alimentos passaram de invisíveis a jogadores. Havia a lenda de que a soja nunca daria certo na Amazônia e a carne sintética inundaria o mercado. A realidade, como se viu, é bem outra. No momento, o nó do debate está no quanto mais poderá render a alternativa aos mecanismos de riqueza que hoje impactam o meio ambiente. 

    Enquanto 98% das receitas vierem da corrente agropecuária-mineração-madeira o calor do debate continuará incendiando o país e assustando o mundo. Só quando cientistas, financistas e os caras mais espertos da sala apontarem caminhos mais rentáveis o debate esfriará. A destruição declinará porque os destruidores vão preferir ganhar mais não destruindo. Até lá, o crime organizado mantém a necessidade de mais Estado para combatê-lo, proteger o futuro, defender a nação, suas gentes e patrimônio.

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    Só promessas

    Cinco anos depois do baita desastre ambiental, com a cheia no século no Rio Madeira, o compromisso da construção da Nova São Carlos e da Nova Calama, além da implantação de barreiras de contenção as margens do rio no perímetro urbano em Porto Velho, só ficaram no papel como em tantos outros desastres ambientais no País, como ocorridos no RJ, ES, PR e SC.

    Pagando o pato

    Quem pagou o pato com a enchente histórica foi o então prefeito Mauro Nazif (PSB), que com reduzida ajuda estadual e nadica de nada da esfera federal se obrigou a disponibilizar recursos municipais para recuperar a cidade prejudicando outras demandas. Aliás, Nazif que já no primeiro dia de gestão herdou manifestações dos chacareiros, foi sabotado com um apagão pelos petistas em todo sistema de computação, atrasando a reorganização da municipalidade.

    As fronteiras

    Ainda, ontem, terça-feira, as fronteiras bolivianas com o Brasil continuavam fechadas, mas já permitindo o acesso a pé pelas pontes dos  centenas de acadêmicos de medicina brasileiros. A situação aos poucos vai se normalizando, mas ainda com alguns confrontos dentro do contexto de polarização no vizinho País, já com o presidente que renunciou Evo Morales recebendo asilo político no México. 

    Pacto federativo

    Na revisão das contas das entidades municipalistas, cerca de 870 municípios poderão desaparecer com o Pacto Federativo anunciado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro e do seu ministro da economia Paulo Guedes. A mobilização dos prefeitos e vereadores atingidos já começou e se fala de uma marcha a Brasília para sensibilizar deputados federais e senadores. O ano que vem é de eleição, sabe como é?

    O desmatamento

    Fim das queimadas na amazônia, mas já começa novo ciclo do desmatamento na região Norte. As primeiras estimativas dão conta de um aumento de mais de 5 por cento com relação ao ano passado. No próximo verão, este percentual poderá ampliar proporcionalmente o fogaréo que em 2019 foi de lascar. Que as brigadas de combate aos incêndios florestais vão se preparando desde já.

    Via Direta

     ***Em Rondônia, Acre e Mato Grosso as CPIs contra a Energisa até agora não apresentaram resultados concretos para baixar a tarifa de energia*** Pelo contrário, a tarifa em novembro aumentou com os critérios adotados pela ANEEL*** O ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires (PSB) ainda não decidiu quem vai apoiar na sucessão de Marcito Pinto (PDT)*** Propala-se nos bastidores que ele estuda lançar sua esposa Liliam, mas por enquanto só se trata de especulação*** Os primeiros indicativos demonstram que a maioria dos municípios rondonienses sofre com esvaziamento populacional nos últimos dois anos***Já, Porto Velho, mesmo com o fim do ciclo das usinas continua inchando e o resultado é um colapso nas demandas sociais, como saúde, educação, segurança, mobilidade urbana*** O comércio da capital esta em preparativos para o anunciado Black Friday no dia 29*** Algumas lojas já estão antecipando promoções para melhorar o faturamento. 


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    sobre Carlos Sperança

    Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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