Porto Velho/RO, 18 Agosto 2020 09:11:32

CarlosSperança

coluna

Publicado: 18/08/2020 às 08h59min | Atualizado 18/08/2020 às 09h11min

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Com a base rachada, o prefeito Hildon Chaves retarda o anúncio da desistência

Caneladas ou diálogo A melhor maneira de não chegar a lugar algum é a troca áspera de insultos. É uma tentação acusar a Noruega por..

Caneladas ou diálogo

A melhor maneira de não chegar a lugar algum é a troca áspera de insultos. É uma tentação acusar a Noruega por mil e um males ambientais que já ocorreram por lá para responder ao movimento de investidores e clientes noruegueses que pretendem boicotar o Brasil se o Brasil não cuidar de si mesmo.

É fácil ceder à tentação, pois nenhum país que explora há séculos seus recursos naturais cumpriu os protocolos exigidos hoje para a preservação e a sustentabilidade. Como toda tentação induz ao pecado, a sensatez e a intenção de melhorar a imagem do Brasil precisam prevalecer, evitando o negacionismo e a resposta ríspida. Negar dá a impressão de apoio aos crimes ambientais. Retrucar só funciona se embutir uma solução concreta para os problemas apontados.

A atitude correta é usar o obstáculo como ponto de apoio para a alavanca do debate sereno. Só o esclarecimento, a troca de ideias, acatar boas sugestões e construir parceria em ações pode produzir bons resultados. Um governo coeso, sem bate-cabeça entre ministros, pode ter sucesso em selecionar interlocutores sensatos e dispostos ao diálogo, para não confundir e embolar ainda mais o que já é emaranhado e complexo. O melhor a fazer com a pressão de investidores e clientes estrangeiros é a dupla e eficaz ação de corrigir os erros existentes e propor cooperação. A fina arte da diplomacia precisa voltar ao horizonte nacional.
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As razões

Procuram-se as explicações para o prefeito Hildon Chaves (PSDB) adiar o anuncio a desistência do projeto de eleição. Não seriam poucas. Seria porque: 1- O PSDB, que é o seu partido, não decidiu ainda quem será o candidato tucano: o vereador Maurício Carvalho ou o também vereador Alan Queiroz. Se quiser, Mauricio sai na frente. Tem mais apoio no Diretório Municipal 2- Quando um prefeito ou o governador não disputa a reeleição seu poder acaba se esvaindo. Todas as atenções ficam voltadas para a eleição do próximo alcaide e seu poder some.

Base rachada

Não bastasse tantas indefinições para anunciar sua desistência, o prefeito Hildon Chaves vê sua base de vários partidos rachar. De um lado, Lindomar Garçom (Republicanos), de outro Tessari do Expedito (PSD) – que é o nome apoiado pelo senador tucano Expedito Junior – já com os nomes lançados para a peleja. O próprio PP da sua base aliada tem a vereadora Cristiane Lopes lançada a disputa do Prédio do Relógio. Enfim ninguém vai acompanhar Hildon com os tucanos. É cada um por si e Deus por todos!

As visitas

Na capital, aos poucos os candidatos a prefeito e vereadores vem visitando o Diário para falar das suas propostas para o pleito de novembro. Samuel Costa (PC do B), Ruy Motta (PDT). Mas vejo o novato petista Ramon Cajuí, bem articulado, podendo dar trabalho nos debates e na campanha já que os petistas estão bem unidos nesta temporada. É que a necessidade faz o sapo pular, os petistas estão longe das bocadas municipais e estaduais há um bom tempo.

Tudo dominado!

Como fez nos governos Lula, Dilma e Temer, os partidos do “Centrão” tomaram conta do governo Jair Bolsonaro. A maior parte dos integrantes desta nova base de sustentação do Planalto é formada por pilantras envolvidos na Operação Lava Jato – do PP ao MDB – e não são confiáveis. Se a popularidade do presidente cair, todo mundo pula fora do barco e os “centrões” a vida seriam os primeiros a clamar por impeachment do presidente como se não tivessem nada com as falcatruas que que fazem a décadas.

Para vice

Nos bastidores acredita-se piamente que o lançamento do nome de Willians Pimentel a prefeitura de Porto Velho é para torna-lo vice de algum candidato de ponteira. Pimentel é cria dos Raupps, rebelou-se, apunhalou o senador barbudo juntamente com Emerson Castro, outro ex-devoto do raupismo, deixou o criador na mão e agora está sob as asas do senador Confúcio Moura, El Carecón. O MDB já elegeu vários vices através de composições na capital.

Via Direta

*** Com 333 mil eleitores, Porto Velho vai eleger o sucessor o prefeito Hildon Chaves na eleição de 15 de novembro com olhos em soluções de problemas ainda insolúveis *** A capital rondoniense padece com o drama das alagações, abastecimento de água, coleta de esgoto, segue com o sistema de transportes coletivos deficiente, etc *** Algumas questões avançaram em Porto Velho nos últimos anos como moradia –foram inaugurados muitos conjuntos habitacionais – e pavimentação *** A deputada federal Jaqueline Cassol (PP) ainda não confirmou suas candidaturas a prefeitura de Cacoal *** Lá em Cacoal, funciona um regime de matriarcado político: lá já se elegeram Sueli Aragão (foi reeleita) e tem atualmente a prefeita Glaucioni Nery (MDB) buscando a eleição e agora pode eleger Jaqueline Cassol.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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