Porto Velho/RO, 25 Março 2020 07:00:34

CarlosSperança

coluna

Publicado: 25/03/2020 às 07h00min

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Nos idos da colonização

Fazer campanha eleitoral nos idos da colonização rondoniense,  nas décadas de 60,70 e 80 era uma tarefa inglória para a oposição...

Fazer campanha eleitoral nos idos da colonização rondoniense,  nas décadas de 60,70 e 80 era uma tarefa inglória para a oposição. Que diga o falecido deputado federal (depois govenador) Jerônimo Santana (MDB), com seus comícios sabotados pelos caciques regionais. Em Pimenta  Bueno, por exemplo, o ex-prefeito que foi também deputado estadual, Vicente Homem Sobrinho (já falecido também) jogava bruto com os adversários: pedradas, ovos podre, desligamento da energia de palanques durante os discursos dos opositores.

Ainda na década de 80 as coisas eram feias. Lembro que o então deputado federal Mauricio Calixto foi fazer comício em Ji-Paraná e foi expulso por adversários locais, um deles armado com uma espingarda. O que dizer do voluntarioso Ernandes Amorim, em Ariquemes, que surrava até radialistas desafetos em pleno ar?

Se nos idos do território as coisas eram terríveis e a cada derrota de um grupo político, os derrotados   eram perseguidos e punidos com o desterro para a então distante Costa Marques. E ainda em meados de Rondônia estado quem estava no poder maltratava aqueles funcionários considerados oposicionistas.

Com o tempo passando as coisas foram se amenizando, pois, muitos rondonienses oposicionistas eram obrigados até mudar de Porto Velho tamanha era a perseguição política.

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Bem cotados

Os partidos ainda sem candidatos a prefeito em Porto Velho poderiam voltar seus olhos a lideranças  bem cotadas e com identidade com a população, ao invés de lançar tantos políticos pilantras e mal-intencionados que proliferam nestas bandas. Alex Palitot, Vanderlei Oriani, Ranieri Coelho, Joelna Houder, e Marcelo Tomé tem credibilidade, são pitocos e  têm tudo para crescer politicamente nos próximos anos. Desenvolvem ações expressivas na comunidade.

A madeirabrás

Em meio a uma nova crise, que mistura economia (recessão mundial) com saúde (coronavírus em alta) e energia (o petróleo novamente em xeque), bioengenheiros e economistas da Universidade de Leuven (Bélgica) sugerem a viabilidade de substituir o petróleo pela madeira na indústria química.Em tempos de hegemonia liberal desestatizante, não consta que alguém tenha pensado em criar a “Madeirabrás”, mas há ótimos projetos de reflorestamento que atendem às expectativas de recuperação até rápida de áreas degradadas.

A substituição

A questão imediata suscitada pela pesquisa belga é se a substituição do petróleo pela madeira seria ambiental e economicamente viável e correta. Sem essas duas condições, propor a substituição já seria um disparate, a depender das conclusões obtidas com o aprofundamento dos estudos. O petróleo é usado amplamente por ser barato. Cortar madeira já custa caro e não há quem goste disso, a não ser quem ganha dinheiro derrubando.

O manejo 

 Os cientistas, porém, acenam com cálculos que mostram ser viável economicamente uma biorrefinaria para converter madeira em blocos de construção químicos. Viável é, mas há que discutir se o ponto de partida é o manejo florestal para extrair a madeira de forma sustentável. Proteger a biodiversidade promovendo a sustentabilidade começaria a realizar o sonho ainda remoto de abrir uma fábrica de dinheiro.

As costuras

 Com apoio do senador Marcos Rogério  (DEM) e do ex-senador Expedito Junior (PSDB), o deputado estadual Laerte Gomes (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Estado já costura alianças para se eleger prefeito em Ji-Paraná na eleição de outubro. Vai enfrentar o projeto de reeleição bem armado do atual prefeito Marcito Pinto (PDT) que deverá contar com o respaldo do PSB e de  legendas alinhadas. Outros nomes também estão em avaliação, numa disputa renhida na capital da BR.

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Via Direta

*** Aumenta a circulação de cédulas falsas de R$ 100,0 R$ 50,00 e R$20,00 em Porto Velho. Até  os pipoqueiros tem sido vítimas dos falsários*** Tudo parado e os camelôs de Porto Velho já desesperados para ganhar o pão de cada dia. Nuvens negras se aproximam  com o desemprego ***Teremos prováveis consequências nos próximos dias como o desemprego e o aumento da  criminalidade ***E que os supermercados e atacadões fiquem atentos para os desdobramentos do povão com fome urrando pelas ruas ***Já se vê que faltou planejamento com o estado de calamidade no País, nos governos estaduais e nas municipalidades ***Principalmente nos Estados e municípios infestados de casos da doença como São Paulo,  Rio de Janeiro e Brasília *** Acumulam-se desinformações nas ruas com os fake news, vivaldinos explorando a população com produtos falsificados *** E espera-se que a classe política tenha a decência de alocar os recursos do fundo partidário para o combate do coronavirus.

 


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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