Porto Velho/RO, 28 Abril 2020 09:00:07

CarlosSperança

coluna

Publicado: 28/04/2020 às 08h58min | Atualizado 28/04/2020 às 09h00min

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Partidos com o maior número de corruptos por metro quadrado estão desembarcando no governo Bolsonaro

Os abutres do “Centrão” As lideranças do “centrão”, uma desprezível conglomeração de partidos com o maior número de..

Os abutres do “Centrão”

As lideranças do “centrão”, uma desprezível conglomeração de partidos com o maior número de corruptos por metro quadrado do País e que estão desembarcando no governo do presidente Jair Bolsonaro, já participaram  anteriormente dos governos  petistas Lula e Dilma e do presidente  golpista Michel Temer (MDB). Neste contexto figuras carimbadas como os  ex-detentos Waldemar da Costa Neto e Roberto Jeferson já se arvoram em articuladores da nova base aliada do Planalto, representando a antiga política de volta ao poder. Como a história política brasileira é recorrente!

Cada vez mais isolado e colocando fora do seu governo ministros aprovados como Mandetta (Saúde) e Sérgio Moro (Justiça), o presidente Bolsonaro, para proteger os filhos de suas ligações espúrias com os milicianos do Rio de Janeiro e a  prática de “rachadinhas” dos seus rebentos – algo comum nas câmaras de vereadores e assembleias legislativas até os dias de hoje – tem cometido tantos equívocos. Se aliar aos abutres do centrão será mais um, pois estes depois de se locupletarem com o erário – como sempre fizeram – serão os primeiros a largar o Bolsonaro quando a coisa apertar.

Mesmo em tempos de pandemia, os políticos agem como selvagens cães de guerra. As disputas políticas ficam como prioridades enquanto o novo coronavirus se espalha lotando cemitérios em várias regiões do País. A brigarada vai atrasar mais ainda a recuperação econômica jogando milhões de brasileiros ao desemprego, enquanto uma nova base parlamentar se forma baseada nos ideais dos abutres do “centrão” –  entre eles, a rapinagem – e o fanatismo bolsonarista que faz antagonismo  e contraponto aos devotos petistas. Até quando?

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As semelhanças

As semelhanças entre a Covid-19 e o desmatamento ilegal na Amazônia podem ser resumidas a duas, que não podem ser vistas à distância, como se não estivessem relacionadas ao presente e ao futuro de quem vive e trabalha na região. Primeira, ambas afetam as vidas dos povos amazônicos, gerando reflexos que se estendem pelo país. Segunda, há sérias dúvidas sobre se o combate às duas é conduzido com qualidade e bons resultados.

Sem rancores

A julgar pelas ações iniciais do Conselho da Amazônia, há preocupação real, os governadores não estão parados, as lideranças empresariais e comunitárias se dispõem a agir, mas é preciso de imediato pôr de lado os rancores ideológicos que retardam ou impedem a união em torno de consensos possíveis. O primeiro consenso é óbvio: defender a vida. A pandemia e o desmatamento são cruéis e jogam contra a vida, seja a dos homens, seja a da flora e da fauna, bem como a saúde das águas, essencial às vidas que existem nelas e em suas margens. 

Proteger vidas

Ao novo ministro da Saúde espera-se corrigir o único erro de fato do anterior – o personalismo – e o anúncio de que o governo federal planeja aumentar a fiscalização da floresta para conter o salto de 51% no desmatamento durante o primeiro trimestre do ano renovam as esperanças em que o respeito às vidas prevaleça. Proteger vidas, combater doenças e punir o crime é o mínimo a esperar de um bom governo.

Verão chegando

Com o verão amazônico chegando (estação sem chuvas e muito calor) devem se agravar as doenças respiratórias com as queimadas provocadas pelo acelerado desmatamento nos estados da região amazônica. Em plena era do coronavirus, com tanta fumaça e poeira, a situação dos idosos e das crianças, mais suscetíveis as doenças, vão precisar de mais monitoramento pelas autoridades sanitárias e  neste caso nem ficar em casa vai  resolver o problema já que a fumaceira atinge toda a população.

É oportuna

Por tudo isto, entendo como oportuna a contratação de um hospital particular, bem equipado como o Prontocardis, para reforçar o atendimento nesta explosão do coronavirus em Rondônia. Mesmo porque com o verão haverá também um crescimento exponencial de doenças respiratórias na região de Porto Velho devido a fumaça provocada pelas queimadas. Com o hospital funcionando, com médicos, enfermeiros e fornecimento de remédios gratuitamente aos pacientes a situação será bem atenuada.

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Via Direta

*** Mais confusões a vista. O deputado estadual Eyder Brasil (PSL) quer extinguir as visitas intimas nos presídios rondonienses***Os presos já devem estar  revoltados só de em ouvir sua proposta*** O prefeito de Poro Velho Hildon Chaves (PSDB) já admite que terá dificuldades em honrar o pagamento dos servidores municipais na folha de maio*** Não será diferente em termos de erário da esfera estadual, já que o governador Marcos Rocha se viu obrigado a destinar todos os recursos no combate a pandemia do novo coronaviurus que se espalha perigorosamente por todo o estado*** Trocados em miúdos: nuvens negras se aproximam do céu azul do estado .O tombo na economia deverá ser enorme nos próximos meses*** Salve-se quem puder*** O deputado Aécio da TV recorreu a cassação no TRE. Já são oito deputados enrascados, com recursos correndo na justiça, portanto no bico do corvo.

 


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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